O que é

OEE (Overall Equipment Effectiveness) foi introduzido por Seiichi Nakajima, um dos pais da TPM (Total Productive Maintenance), como uma medida fundamental para se avaliar a performance de um equipamento,  sendo usado como um dos componentes fundamentais da metodologia do TPM.

Com a expansão da manufatura enxuta (lean manufacturing) o OEE passou a ser largamente usado pelas empresas que adoraram esta filosofia de produção e ficou popular, sendo utilizado até por empresas que ainda não adotaram a produção enxuta.

Uma das razões que ajudaram o OEE a ser largamente utilizado é por nos diz, de forma simples e direta, quão efetivamente um equipamento foi utilizado, ou seja, quantos itens bons ele produziu, comparado com a quantidade de itens bons que o equipamento tem capacidade de produzir.

Exemplo:

  • Peças boas produzidas no turno: 3000 peças
  • Peças boas que o equipamento tem capacidade de produzir no turno: 5000 peças
  • OEE = 3000 / 5000 * 100% = 60%

Neste exemplo o OEE de 60% nos indica que o equipamento produziu 60% dos itens bons que o equipamento tem capacidade para produzir no período, e que houve uma perda de 40%, ou seja,  2000 itens deixaram de ser produzidos ou foram produzidos com defeito.

O OEE nos diz quanto tempo o equipamento produziu em relação ao tempo disponível.  Do tempo que produziu, quão rápido ele produziu itens.  E dos itens produzidos quantos atenderam as especificações.   E com isto o OEE não diz apenas quanto houve de perda, mas também onde estão as perdas, facilitando a vida de quem cuida da produção e precisa tomar ações para atingir as metas de produção.

Gestores podem analisar todas as oportunidades de melhoria e escolher aquelas que proporcionam um retorno maior ou aquela que, apesar de apresentar um retorno menor, pode ser alcançada rapidamente à um custo pequeno, como por exemplo um treinamento para equipe de produção.

Outro fator importante para a adoção do OEE na gestão da performance fabril deve-se ao fato de que o uso de indicadores de desempenho financeiro não refletem a realidade da manufatura levando, muitas vezes, os gestores da produção a tomarem decisões erradas.